Incertezas na economia atrasam crescimento do Brasil. Armínio Fraga destaca três temas atuais da agenda econômica nacional: a insegurança no ambiente de negócios, a elevada carga tributária brasileira e poucos recursos para infraestrutura.
Espaço de aprendizado para neófitos e de atualização para gestores e empreendedores.
sábado, 31 de maio de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
A COPA VAI COMEÇAR - IMPRODUTIVIDADE TAMBÉM,,,
O Brasil logo, logo vai entrar em campo. E a contagem regressiva para improdutividade já começou. Será como no carnaval, só que por 30 dias. Ontem encontrei um redator de uma grande agência e a primeira coisa que me disse foi: ‘Caramba, tô trabalhando em dobro porque no mês que vem ninguém vai fazer nada. Esse país vai parar.’
Parar? Pensei comigo: Rá, acho que a Sabesp não vai parar de enviar as contas, muito menos a CPFL. Tarifas bancárias e cartões de crédito? Rá! Rá! Rá! Seremos nós, pequenos e médios empresários, que teremos que pagar essa conta. A conta do pão e circo.
E pior: as categorias de classe não estão nem um pouco preocupadas nos reflexos de tudo isso. No fim, como os holofotes do mundo estarão voltados para o evento, será a chance de todo mundo, ao mesmo tempo, reivindicar.
Quem será que vai gritar mais alto?
E eu odeio o futebol.
Quando criança, era pelo fato de não ter habilidade para a coisa, sendo sempre excluído dos times. E, depois que virei dono do meu próprio nariz, por perceber que seu enredo – dentro e fora de campo – representa muito esse nosso jeitinho brazuca de ser, enquanto sociedade, enquanto País.
Na malandragem, no samba e na ponta da chuteira, sempre damos um jeito para as coisas. Jeito que não damos.
Educação, por exemplo, demos um jeito sim. Um jeito de criar uma máquina de diplomas em instituições particulares. Jeito de reduzir os analfabetos para a ONU e criar um altíssimo índice de analfabetismo funcional – sabem ler, mas não consegue entender o que está escrito. Outro dia respondi a um post em uma rede social de um amigo, que reclamou sobre o fato da prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo não ter retirado um sofá do canteiro central de uma certa avenida. Comentei, na ocasião, que não sabia se o problema maior era do serviço público que não funciona ou da falta de educação de quem jogou o sofá lá. E jogar coisas em vias públicas não tem relação com classe social, afinal, a bituquinha não olha conta bancária.
Educação. Não existe nenhuma outra forma de mudarmos, se é que existe tempo ainda, este País. Por mais distante da realidade que pareça, precisamos iniciar uma nova Era da reconstrução e reeducação civil no Brasil. Urgente. E preparem-se para a tempestade que está se formando à frente. Essa Copa vai trazer muita coisa à tona e causar muito mais prejuízos do que lucros. Pode ter certeza.
Leo Spigariol
LEITURA OBRIGATÓRIA... pensar e agir.
Em 1962, Phil Knight estava na aula de gestão de pequenas empresas ministrada pelo professor Frank Shallenberger no MBA de Stanford quando ficou encantado com a possibilidade de se tornar empreendedor. “Naquela aula eu tive um momento de luz. Passei a querer ser um empreendedor” – disse.
Quando contou ao seu pai, ele riu. Knight repetiu que queria ser um empreendedor, seu pai continuou rindo. Só na terceira vez seu pai ficou sério e disse que estava desapontado. Não tinha investido tanto na educação do filho para ele se tornar um aventureiro. Knight quase chorou de raiva.
Mas continuou com a ideia de se tornar empreendedor e ficou ainda mais entusiasmado quando pensou criar um negócio no que mais gostava de fazer: correr. Por esta razão, seu plano de negócio na disciplina do professor Shallenberger tentava encontrar uma resposta para a questão: “Os tênis esportivos japoneses podem fazer o mesmo que as câmeras japonesas fizeram com as câmeras alemãs?”. Naquele momento, as fabricantes japonesas tinham invadido os Estados Unidos com câmeras baratas mas de boa qualidade, roubando a participação das marcas alemãs. Será que era possível bater a empresa alemã de tênis esportivos das três listras?
Depois de formado, se mandou para o Japão para validar seu plano de negócio. Voltou de lá com 200 pares de tênis de corrida que pagou US$ 3,33. Se fosse hoje, ele seria chamado de sacoleiro. Encheu o porta-malas com os tênis e parou na frente de um centro de treinamento de corrida em Portland (Oregon), sua cidade natal. Vendeu todos rapidamente por US$ 6,95. Diante do sucesso, se associou ao seu antigo técnico de corrida, Bill Bowerman para criar a Blue Ribbon Sports. Cada um entrou com 500 dólares de capital. Importaram mais tênis e já no primeiro ano, a empresa lucrou quatro mil dólares, quatro vezes o que tinham investido.
Para aumentar as vendas, contrataram Jeff Johnson, um vendedor em tempo integral que achou que o nome Blue Ribbon (faixa azul) estava muito associado a principal marca de tênis de corrida da época, a Adidas. Johnson sugeriu um nome curto, simples e que remetia a deusa grega da vitória, a Nike.
Décadas depois, Phil Knight voltou para Stanford para doar 105 milhões de dólares e construir uma nova escola de negócio, muito mais moderna e sustentável. Se estivesse vivo, quem estaria chorando neste momento poderia ser seu pai, de orgulho.
Para os que ainda querem empreender mas ainda não tiveram seus momentos de luz, vale refletir sobre famoso slogan da Nike: Just do it!
terça-feira, 27 de maio de 2014
O restaurante que durou menos de um ano...
Fracasso geral - inobservância de critérios mercadológicos e ausência de diagnóstico.

domingo, 18 de maio de 2014
A economia colaborativa molda os negócios.
São Paulo - Estamos vivendo em comunidades há pelo menos 10 000 anos, quando o acesso a uma grande quantidade de alimentos levou os seres humanos a se juntar em assentamentos e não depender exclusivamente da caça, da pesca e da coleta. A agricultura incentivou o comércio e a cooperação entre as pessoas, criando o conceito de sociedade como conhecemos hoje. Ao longo dos tempos, a criação de ferramentas como o telefone, o avião, o satélite e a internet serviu para nos aproximar cada vez mais uns dos outros. Hoje, pessoas, empresas e cidades usam a tecnologia para alcançar uma cooperação global nunca antes possível.
Para os negócios, uma das profecias mais anunciadas desde a aurora da internet era que o acesso a uma grande rede de computadores — à qual milhões e milhões de consumidores estariam conectados — poderia abrir portas para o desenvolvimento das empresas, principalmente dos pequenos e médios negócios.
NEGÓCIOS DA CHINA...
Em dezembro de 2001, quando a China aderiu à Organização Mundial do Comércio (OMC), abriu as portas de um mercado consumidor de mais de 1 bilhão de pessoas. Naquele ano, o Brasil exportava 1% da sua produção para a China. Hoje, exporta 20% para a nação chinesa, que é a principal parceira comercial do país. De acordo com projeção do Banco Mundial, a China pode passar os Estados Unidos e se tornar a maior economia do mundo em paridade de poder de compra ainda este ano.
A seguir os cinco passos para as empresas brasileiras que desejam fazer negócios na China:
Vá direto ao ponto
O 12º Plano Quinquenal da China, que define as diretrizes econômicas do país e contempla o período de 2011 a 2015, orienta a entrada de capital estrangeiro para a formação de centros de pesquisa e setores ligados a preservação do meio ambiente, energias renováveis e biotecnologia. Outros investimentos prioritários são nanotecnologia, tecnologia da informação e máquinas e equipamentos de tecnologia avançada para setores como transporte e infraestrutura.
Etiqueta
O cartão de visita deve ser entregue e recebido com as duas mãos. A informalidade de dar ou receber o cartão com uma mão pode fazer os chineses sentirem que não lhes foi dada a devida importância. É comum a troca de presentes durante uma visita ou reunião. Mas atenção: os chineses são muito supersticiosos. Assim, alguns tipos de presente devem ser evitados. Por exemplo, relógios, objetos pretos e brancos podem remeter a morte ou funerais.
Na hora de negociar
Na cultura empresarial chinesa, uma reunião só ocorre se houver do outro lado um empresário/executivo com cargo igual ou superior ao da pessoa de maior poder da delegação chinesa. Durante o processo de negociação, não interrompa uma apresentação, guarde seus comentários e perguntas para o final da explanação de seu parceiro chinês. O silêncio é muito usado em negociações. Para os chineses, o silêncio é um tempo para refletir, considerar, pensar e preparar uma resposta. Seja paciente.
Nunca diga não
Não espere ouvir essa palavra de um chinês. Se você escutar expressões do tipo “talvez depois”, “vamos discutir mais” ou “não será muito conveniente” vindas de um chinês, pode entender como um “não”. Da mesma forma, se você tiver que dizer “não” para um chinês, pense em uma outra maneira de dizê-lo, como por exemplo: “talvez em outro momento”.
Esteja preparado
O que os empresários chineses procuram mesmo é um parceiro bem informado, flexível e com produtos adaptados ao mercado internacional. Lembre-se: você tem de estar muito bem preparado antes de negociar com eles. Não adianta sentar-se à mesa de negociação e prometer algo para depois. Isso pode ser entendido como incompetência ou desinteresse.
Exame 16MAIO2014
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